Lílian Maial

Basta existir para ser completo - Fernando Pessoa

Meu Diário
08/03/2014 11h14
DIA INTERNACIONAL DA MULHER

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

por Lílian Maial

 

O Dia Internacional da Mulher não foi criado especificamente para aplausos, charminho, ou vivas às mulheres por sua beleza, elegância e que tais. Claro que tudo isso é bem-vindo, porém, apenas como um gesto de gentileza, e tanto da parte de homens, quanto de mulheres.

Esse dia, na verdade, foi escolhido para lembrar a tortura e morte de dezenas de mulheres, trancafiadas numa fábrica e queimadas vivas, pela ousadia de fazerem greve, de exercerem um direito de cidadã, um direito humano. Um dia para mostrar a pequenez do ser humano, sua vulnerabilidade e  arrogância.

Hoje, mais de um século depois, pergunto-me se há algum orgulho de se dizer e se sentir humano. Não conheço outra espécie no mundo que maltrate seus iguais, que mate por diversão ou simples descaso, que invada o espaço do outro, destrua, tome e escravize. Não conheço outra espécie que subjugue o irmão, apenas por ele ser diferente.

Em todo o reino animal, macho e fêmea têm seus papéis bem definidos, de igual importância, um não conseguindo sobreviver, existir, procriar e perpetuar a espécie sem o outro. Não há disputa, não há subjugação, não há violência. É tudo natural.

A raça humana é dotada de raciocínio, inteligência, sensibilidade, capacidade de expressão artística, capacidade de desenvolvimento, mas o que se vê é uma eterna luta, disputa, necessidade de conquista, subjugação e poder. Um quer ter mais que o outro, não se contentando com a satisfação de suas necessidades básicas. Foram-se criando normas, regras sociais, leis e, por conseguinte, fiscais, fiscais dos fiscais e fiscais dos fiscais de fiscais. Com tudo isso, instituiu-se a corrupção, os desvios de caráter, dogmas e axiomas. E nós, embasbacados, embarcando nessa torrente de sandices, quando tudo o que queríamos era crescer, procriar e sintonizar com a natureza.

Não há muito que se comemorar, nessa data, uma vez que pouco mudou, de lá para cá, na essência do ser humano. Homens e mulheres ainda não acordaram para a realidade do que é viver. Muitos ainda se enganam com eternidade, justiça e sucesso. Outros se voltam para seu umbigo e tentam se proteger, passar despercebidos. Alguns simplesmente não se importam.

Então, resta a nós comemorar, sim, o Dia Internacional da Mulher e, com isso, manter a memória de tantas e tantos que já se sacrificaram pelo todo. Quantos ainda hoje morrem queimados, trancafiados no ego dos que se dizem humanos e se julgam acima do bem e do mal?

Tanto faz se você é macho ou fêmea, a espécie humana só subsiste por haver, em igual teor genético, homens e mulheres, de preferência com amor e respeito mútuo.  

Não vamos nos esquecer das mulheres de Nova Iorque, de 1857, as 130 tecelãs que não suportaram mais a desigualdade e injustiça. As porta-vozes de todos os seres humanos brutalizados pelos irmãos humanos.

Vamos, mulheres e homens, dizer não à violência, qualquer que seja a instância. Não vamos mais aceitar a submissão a desigualdades, a intimidação em virtude de sexo, crença ou opção de vida. Vamos aplaudir as mulheres, que se uniram para exigir um tratamento digno, e os homens, que os adotam.

Feliz Dia Internacional da Mulher a todos os homens e mulheres de bem!

 

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Publicado por Lílian Maial em 08/03/2014 às 11h14
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18/12/2013 21h42
No que estou pensando, Sr Facebook?

O Facebook sempre me pergunta no que estou pensando.



Hoje diria que ando pensando que é preciso uma forte blindagem por conta das pequenas maldades que andam por aí, que ninguém percebe, mas que se pode sentir nas pequenas ironias, leves esquecimentos, alguma distração, algum desdém, talvez, até, alguma inveja, uma raiva contida pelo brilho e o sucesso alheios.



É preciso precaução com esses sentimentos e influências, com uma boa dose de autoconfiança, autoestima e a compreensão de que toda a raiva vem do recalque, da incompetência e do desejo de ser o que o objeto (o alvo) é.



A vida é um caminho cheio de belas paisagens, paraísos, promessas e recompensas, pessoas maravilhosas, experiências gratificantes e indescritíveis, mas também permeada de ciladas, falsos atalhos, intermediários que sugam, seja aparentando amizade, amor ou parasitando energia.



Portanto, como dizia Ibrahim Sued: - "olho vivo, que cavalo não desce escada"...



 



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Publicado por Lílian Maial em 18/12/2013 às 21h42
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10/12/2013 17h32
LINHA DO TEMPO

LINHA DO TEMPO

®Lílian Maial

 

Eu brinco de poesia e finjo crescer a cada dia.

Brinco de filha e irmã, de atirar poemas pela janela e inventar que foi ela. Mamãe acreditava e a deixava sentada no colo, por duas horas, só para ela aprender a não dizer tercetos.

Brinco de mãe e faço versos de bife com ovo estrelado. É bonito isso: um céu de nuvens de clara, sol de gema e tudo na frigideira estrelando. E tempero com a lágrima que pinga da estrofe.

Às vezes vejo nuvens de marshmallow escrevendo seu nome no céu. Deve ser assim que os anjos costuram letras e fazem arte.

Não entendo nada de anjos, muito menos de matemática. Só sei calcular finais felizes e sonhar cidades inteiras de coisas boas, pessoas de bem com a vida, noites permeadas de luares e de mãos dadas.

Não sei nada de amor também. Não aprendi a cortar cordões, a soltar as mãos dadas, a esquecer de canções de ninar e nem de desarrumar as gavetas da saudade. Não me ensinaram o não amor.

Todo dia eu choro o que não foi, mas também me alegro com o que será. O que é sempre me agrada, mesmo que não. Então, sorrio para o grito da maritaca, que me entende o entardecer sem seus braços ao meu redor.

Vejo pessoas pela janela e sinto a estranha vontade de ir com elas para algum lugar. Será que chegariam a você? Todas compreendem a poesia nas trilhas das formigas? Todas sabem que eu sou inteira e intensa e que não consigo medir quereres?

Esse crepúsculo nublado me transporta para seus olhos fitando o horizonte, quando não conseguia decifrar seu destino. De súbito, o sorriso das pálpebras e um sol imenso, que me queimava de contentamento. Desceu até o mar e chiou no horizonte.

Minhas lembranças se misturam à fantasia em que prefiro imortalizar você me descobrindo aos poucos. É onde vivo a maior parte do tempo. Vez por outra, um verso me puxa para a realidade e ouço o telefone tocar. Não atendo. Não era você, mesmo.

Eu brinco de poesia e escrevo versos adultos, versos de estrada, de olhos marejados de despedida, versos de mim. Visto terno e gravata e me enfeito de rimas. Pego o ônibus e me aperto num estrambote.

Brinco de poesia e me vejo multiplicada, pele, sangue, células. Vejo a finitude e a imortalidade num só gole. Um abraço de corpo inteiro, o cheiro emanando dos poros, o calor da vida, felicidade. É verdade: cresci poesia!

 

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Publicado por Lílian Maial em 10/12/2013 às 17h32
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26/07/2013 18h40
DIA DOS AVÓS

Dia dos Avós

®Lílian Maial

 

Não cheguei a conhecer meu avô materno. O paterno, poucas vezes vi, mas, nessas raras ocasiões, lembro-me de sentir imenso carinho por aquela figura síria, austera e algo beduína, mesclada de ternura e pequenos gestos desajeitados de afeição. A língua não se fez barreira e guardei algumas palavras árabes de puro amor.

A avó paterna era sempre visitada na infância, geralmente com o encontro de tios e primos, em datas especiais, como Natal e aniversários.

Mas é da avó materna a maior lembrança de afeto e cuidado.

Vovó (de quem herdei o nome) era uma mulher simples, do interior, porém muito altiva, esguia, de uma beleza distante e fria, e de um coração tão grande, que eu cabia inteira nele! Coração esse que encurtou sua estada comigo, dilatado de tanto amor.

Nasci num período de muito aperto financeiro para meus pais e vovó foi morar conosco, para dar a assistência necessária ao bebê, que nascera com asma brônquica, crises intensas, numa época em que o tratamento era precário e sofrido. Ela era enfermeira, já um tanto adoentada, mas não vacilou em aceitar a proposta.

Mamãe fez de tudo para amenizar minhas limitações, impostas pela doença, e recorria a todo tipo de tratamento preconizado: injeções subcutâneas de adrenalina, nebulizações com maquinária rudimentar, tendas de oxigênio, até simpatias e rezas mamãe tentou! Por fim, vacinas dessensibilizantes, com doses diluídas cada vez maiores da(s) substância(s) que incitavam as crises, como poeira domiciliar e fungos, para que o organismo se defendesse dos agentes agressores.

Tais vacinas eram subcutâneas e diárias, o que implicava em trauma para uma criança de pouca idade.

Mas vovó não me deixava sofrer. Delicada, tranquila e carinhosa, me acalmava e garantia meu conforto, para que a injeção de todos os dias não fosse vista como ameaça ou algo a se temer. E também me ensinou a ler e escrever, antes de ir para a escola!

Quando eu contava com cinco anos, ela piorou muito da cardiopatia, sendo internada diversas vezes. Seu medo era muito grande de me faltar e eu ter de fazer as vacinas com alguém que não tivesse o mesmo cuidado e todo o preparo afetivo. Então, assim que retornou para casa do hospital, já sabendo que não resistiria por muito mais tempo, decidiu me ensinar todas as etapas da autoaplicação das vacinas. Me ensinou a ferver a seringa e as agulhas (eram de aço e não descartáveis), a tirar o frasquinho da vacina da geladeira, a passar álcool na borrachinha, a inserir a agulha e aspirar o êmbolo até à dose recomendada, que aumentava em 0,1ml por dia, e, por fim, a passar álcool na pele mais fina (prega do cotovelo) e aplicar de maneira subcutânea. Quer maior maneira de demonstrar amor que esse?

Ela me treinou bem. Em pouco mais de um ano ela faleceu. Eu não soube de imediato, mas já possuía a destreza de um adulto na aplicação das vacinas.

Num primeiro momento, meus pais acharam por bem não me contar a verdade, para não me causar trauma. Eu ainda não tinha seis anos completos, aceitei aquela hospitalização mais prolongada, por ela estar mais fraquinha.

Nunca mais precisei ir a um hospital para tomar vacina ou qualquer outro medicamento. As crises foram cedendo, até desaparecerem na adolescência. Mas a lembrança de minha avó me cuidando, me amparando e protegendo, essa nunca desapareceu. Até hoje, tantas décadas depois de sua morte, em momentos de aflição sinto o conforto de seu colo e abraço ao meu redor, e tudo parece mais calmo e menos assustador.

Minha mãe é uma avó muito orgulhosa dos netos e não pôde ser mais presente, por problemas de saúde.

Meu pai não chegou a ver seus netos, embora sonhasse com eles, antes mesmo de eu engravidar. Ele se foi cedo, mas também deixou seu legado de amor e carinho.

E é assim que me vejo, no futuro, como avó: presente, carinhosa, protetora e, se puder, divertida, alegre e brincalhona, muito amiga desses, que não deixam de ser o lado lúdico da maternidade, que não podemos dedicar tão somente aos filhos, pela obrigação da educação. Não vejo a hora de repassar todo esse amor que me foi ofertado, um dia.

Minha reverência a todos os avós, esses seres especiais que são cúmplices em nossas traquinagens, cozinheiras de mão cheia, matando nossa fome de guloseimas, enfermeiros e professores por tabela, criaturinhas de amor, que só quem teve pode entender!

Parabéns, vovós!!!

 

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Publicado por Lílian Maial em 26/07/2013 às 18h40
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20/07/2013 19h19
INFERNO EM SALTO ALTO

INFERNO EM SALTO ALTO

®Lílian Maial

 

 

Há dias em que é melhor não levantar da cama, pular o calendário e esquecer a data.

Pois bem, num desses dias furtaram meu velho e querido celular. Sim, esse objeto dramático, que invade nossas vidas, guarda nossos segredos, escuta nossas mágoas, alivia nossa ansiedade. E ainda atende às nossas ligações. Ele foi feito pequeno, cada vez menor, para ser levado no bolso. Acontece que bolso está fora de moda, ainda mais em roupa de mulher. Então, para onde quer que eu vá, tenho que andar com aquele tijolinho falante nas mãos.

Estava eu no trabalho, com um copo e uma colher para lavar, em uma das mãos, e o celular na outra. Como não podia deixá-lo molhar, pousei cuidadosamente o aparelho sobre a bancada da pia, longe dos respingos, e tratei de cuidar do que tinha ido fazer.

Nisso, um velho conhecido me descobriu na copa e me chamou, com aquela alegria bem característica, exigindo, naturalmente, atenção e demonstração de afeto. Claro que eu me esqueci de pegar o celular e lá fui eu falar com o indivíduo, segurando o copo molhado, numa das mãos, e o talher, na outra.

Depois de um diálogo rápido, mas suficiente para me distrair, voltei para minha sala. Quando quis fazer uma ligação, dei por falta do celular. Veio aquele frio na espinha, de quem se vê diante de problemas e não quer acreditar. Procurei por tudo que foi lugar, refiz as ações dos últimos trinta minutos, voltei à copa, mas não mais o encontrei. Droga! Minha lista de contatos, minhas fotos queridas, meu aparelho sob medida! Liguei do telefone de uma colega, na esperança de que alguém o tivesse encontrado e guardado, mas quem o achou o desligou, denotando a intenção de não devolvê-lo. Droga! Será que no meu local de trabalho coabitam bandidos? Custei a me convencer de que havia sido furtada ali.

Bem, já que estava tudo perdido, agora era bloquear o aparelho e a linha. Feito isso, parti para adquirir novo celular. E aí é que começou o problema: meu antigo aparelho era simplesinho, basicamente só um telefone que também tirava fotos e tinha alarme despertador.

Na loja operadora da minha linha, o atendente, superatencioso, dizia, com toda a ênfase, que eu tinha pontuação para tirar um megacelular, um smartphone inteiramente grátis!

- Que inferno! Eu quero um igual ao meu que foi furtado!

- Não tem mais, senhora (cadê a senhora?), é ultrapassado, agora são todos modernos...

Já fiquei fula com esse “senhora”, com a vozinha arrastada, meio de deboche. E ainda me vem com a insinuação de que meu celular era démodé?

- Bem, já que não tem igual, então me veja um bem simples e de fácil manuseio.

- Ah! Senhora (caceta...), todos agora são de fácil manuseio, que até uma criança de colo consegue usar... (Já estava começando a gostar da criatura...)

- Senhora (porra, para!), este aqui é o mais simples, mas a senhora (é a mãe!) tem direito a um aparelho fabuloso e de graça! Este aqui, o mais sem graça, só tem câmera, teclado qwerty, touchscreen, internet, wi-fi, 3G, acesso a Skype, Facebook, Twitter, Instagram, correio eletrônico, play store e poucas coisas mais.

- Ele faz ligações telefônicas?

- Faz, senhora...  (merda, que saco!)

- E como funciona?

- Veja, é simples: a senhora (vou mandar esse sujeito pra PQP se falar senhora de novo!) toca na tela, escolhe o contato, o browser, checa a rede social, clica no ícone. Antes tem que completar a lista de contatos, mas ligar é facinho.

- E pra acertar o despertador?

- A senhora (Ah, não, não vou tolerar mais isso!) digita o número e salva (disse isso com a cara mais babaca que eu já vi).

- Mas como salva, salva onde?

- Bem, senhora (vou estrangular esse cara!), aí tem que ler no manual.

Gostei desse camarada, mas ele definitivamente não estará na minha lista de contatos...

 

Enfim, estava com um celular touchscreen... Pensando o quê? Nada mais de ficar ligando sem querer para qualquer pessoa pelo fato de o celular na bolsa encostar em alguma coisa. Que nada! Agora é tocar na tela e escolher a função...

Tudo ótimo! Imediatamente comprei capinha moderninha e espalhei a notícia para a família e amigos mais chegados. Estava novamente conectada! O carinha safado – o senhor - me ensinou a colocar uma senha de bloqueio de tela. Coisa chique. Alfanumérica, tá legal? Não é pra qualquer um, não... Perua de lei! E protegida por senha!

Saí da loja no salto alto, toda elegante, de smartphone. Até que o telefone tocou. E agora? Como é que faço para atender? O cara não me explicou como se atende essa geringonça, como se desbloqueia a senha! Só sabia me chamar de senhora pra cá, senhora pra lá, o sacana!

Apertei tudo que foi botão e nada. Som alto, todo mundo me olhando no shopping, como quem diz: - Porque a perua não atende essa porra de smartphone?

Já estava desesperando, pensando em jogar o dito cujo na primeira lixeira que avistasse, quando me veio a ideia de desligar o troço. No que toquei no botão de desligar, ele silenciou e apareceu um telefoninho verde na tela. Ouvi uma voz ao longe:

- Alô! Alô! Você está aí? (Era mamãe).

- Oi, mãe! Sim, sou eu!

- Porque demorou tanto a atender?

- Nada, não, mãe, é que meu salto quebrou...

 

 

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Publicado por Lílian Maial em 20/07/2013 às 19h19
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