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CRIA
Como uma luz lá longe, na estrada, na curva, tuas curvas, o céu pesado e cinza apenas paira.
Uns passos nao contados, as pedras e o barro, os carros, janelas, palpável horizonte.
Simplesmente luz, teu contorno desponta, feito um sol, nascente a cada esquina.
E a menina, hoje ponte pênsil de tantos amores, firma os olhos onde os olhos se perdem, até alcançar a fumaça fátua da filigrana do teu sorriso.
E te alimenta e conforta, te adivinha as vontades, e te permite que a esqueças, quando teus olhos de negro sol pousarem em outro corpo, que virá em prece e ofertório e te perpetuará a fé.
************ Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 04/11/2011
Alterado em 09/11/2011
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