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Lílian Maial O grão de areia no olhar de amêndoa preenche as tempestades da madrugada, quando a inquietação nômade coloca em caravana os resquícios de humanidade. Um peito cáfila aguarda oásis. Ah! Quanta aridez na memória do verbo! Quanta fome por sob as vestes! Nem uma pedra no poente, tampouco a aurora amanhece a palavra. Sob o manto estrelado, O deserto imprime a marca da solidão. Não há lugar mais amigo, que o delinear migrante da duna, transportada pelo vento em curvas sobre si, num rodopio de carícia e açoite. É na ausência de serifas que se enxerga a forma. É no tremular do hábito que se faz a coragem. Peregrinos do tempo, ainda cremos na eternidade e no horizonte riscado pelo trabalho da mão. ************* *estava escrito Lílian Maial
Enviado por Lílian Maial em 27/08/2020
Alterado em 27/08/2020 Comentários
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