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Textos
RUTILANTE Lílian Maial
O sangue tem o apelo da poesia, e o encanto do vermelho escreve o mote; o tempo é derramado à revelia, qual lenta hemorragia sem garrote. Nos versos torturantes da isquemia do peito, que necrosa a própria sorte, lesando e debridando a fantasia, o rútilo se impõe: serpente e bote. Nas veias, a palavra soa branca, circula, feito um glóbulo leucêmico, na linfa impaciente do poeta. Purpúrea pulsação que não estanca a sede capilar de um verso anêmico, melhor a transfusão que amor secreta! ***************
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Lílian Maial |
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Publicado em 31/05/2010 às 19h14
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